It just wasn’t like the old days anymore

Sim, este é um post saudosista.

No começo dos anos 2000, começaram a surgir coisas bem interessantes na cena alternativa carioca, particularmente no campo do gótico/industrial. Comecei a frequentar algumas dessas festas quando estavam começando. Fui às primeiras edições da DDK ainda no minúsculo Espaço Marun, à Goth Box no finado Lapases, à Nightbreed que passou pelo Marun e pela saudosa Bunker94. Também vale lembrar a ótima e já extinta festa Mobscene.

Nessa época, eu marcava com os amigos do IRC (sim, sou velha) de nos encontrar na porta, conversávamos e bebíamos antes de entrar e eu frequentemente ficava até a festa acabar, sendo frequentemente quase expulsa pelos seguranças. Era um tempo muito bom, a cena era muito boa, fiz muitas amizades legais nesse tempo, ainda que nem todas tenham durado.

Eu já gostava bastante de usar preto mas por uma razão até banal: por ser muito branca, a cor me fica bem. E quanto à questão do gótico, eu sempre gostei das vertentes que se relacionam com o estilo: industrial, darkwave, post-punk, new wave, futurepop, EBM e por aí vai. São o tipo de música que eu sempre tive no meu discman e hoje no tocador de mp3 (juntamente com j-rock e músicas de anime, mas isso é coisa para outros posts), então esse tipo de festa se enquadrava bem com o que eu já curtia. Inevitável não me identificar.

Nesse tempo também, durante essas festas, eu bebia quantidades obscenas de álcool (pense em coisas beirando 2 litros – juro) e conseguia ficar acordada até às 6 da manhã de boa. Havia vezes em que ficava tudo estranhamente bem, e vezes em que eu vomitava muito ou pelo menos chegava em casa muito mal no dia seguinte. Mas eu achava graça depois. Hoje eu muito mal bebo duas cervejas, e só consigo ficar até o fim das festas se tomar duas cápsulas de cafeína antes de sair de casa. Não sei se fiquei velha e meu organismo mudou, se foi minha cabeça que mudou, mas eu já não consigo mais fazer o que fazia há 10 anos.

Daí que eu comecei a namorar um cara extremamente caseiro, a ficar enrolada com trabalho e estudos, casei, e inevitavelmente passei a sair num ritmo bem menor (só lembrando que entre os anos de 2003 e 2006, quando a cena na cidade bombava, eu saía muito).

Ontem teve Goth Box e tentei animar meu marido a ir, pois fazia muito tempo que não saíamos. A festa já havia mudado de lugar fazia algum tempo e possivelmente os frequentadores também, mas a curiosidade e o saudosismo falaram mais alto.

A primeira impressão, que na verdade foi quase um choque para mim, foi passar pela porta do Cine Íris – que é caminho – e bater uma tristeza enorme. Vamos combinar: o Cine Íris era um lugar horrível. A maior parte do local era composto por degraus; a gente literalmente passava a festa inteira subindo e descendo escadas. Os degraus eram um capítulo à parte, pois de tão estreitos eu com meu pequeno pé 42 tinha que SEMPRE ficar me segurando no corrimão para não tropeçar em mim mesma. Havia um degrau maldito que dava acesso ao terraço no qual eu acho que todo mundo já tropeçou. Os banheiros eram permanentemente imundos.

E mesmo não sendo o lugar mais adequado do mundo, havia qualquer coisa de interessante ali que fazia aquilo ser o lugar perfeito para a DDK. Primeiro: em dias úteis, era um cinema pornô. Segundo, havia toda uma atmosfera underground/obscura no local que o tornava especial. Eu sei que pareço completamente contraditória, mas é exatamente como me sinto quando me lembro do Cine Íris.

Fui a edições memoráveis  ali, como o incrível show do Das Ich em 2005. Fiquei muitas vezes debruçada na sacada olhando o movimento da Rua da Carioca, das pessoas entrando e saindo da festa, a caminho do Cine Ideal e das festas na Praça Tiradentes. Frequentemente subia para o terraço a fim de pegar um ar e às vezes passava horas por ali mesmo. Às vezes descia para a parte do cinema, tirava um cochilo nas poltronas, voltava pra dançar mais um pouco. E resumindo: era muito bom.

Eu lembro do site da DDK, que tinha um gif animado de um zepelim no topo e uma parte onde havia rádios com vários estilos. Conheci muita música boa por ali. Lembro que eles tinham um fórum, que depois migrou pro Orkut. Lembro da lista de aniversariantes – mais de uma vez comemorei aniversário na festa. Lembro dos flyers da festa que eram os mais legais de todos, geralmente com uma ilustração inusitada relacionada ao tema da festa na frente, e a programação completa atrás. Cheguei a guardar alguns por um tempo.

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Episódio de “The Big Bang Theory” em que Howard e Raj decidem tentar a sorte em uma balada gótica. Se não assistiram, assistam!

Chegamos cedo ontem (por cedo entenda-se: 23:40) e o local ainda estava vazio. Ao longo de todo o tempo em que ficamos lá, só vi duas caras conhecidas: uma menina que me deletou recentemente do Facebook – sem motivo – e que por isso mesmo não cumprimentei (parto do princípio que se ela me deletou, é porque não quer falar comigo) e um ex-colega de trabalho que não sei se fingiu que não me viu, ou se de fato não me viu mesmo, foda-se. Nenhum amigo, apesar de alguns terem confirmado presença no evento no Facebook – essa eterna mania das pessoas que me irrita, de confirmar presença e no fim das contas não aparecer; enfim.

Algumas coisas na festa não mudaram. A boa música. A profusão de camisetas do Joy Division. As lentes de contato brancas. Os delineadores pretos. O talco de bebê no rosto. As franjinhas curtas. A bebida boa e barata. Não quero com isso estereotipar o evento até porque acho legais todas essas coisas e fico feliz que se mantenham assim.

Vi muitas caras novas, gente que deveria estar começando a frequentar a festa, gente que já devia passar há muito dos 50 anos que seguia firme e forme.

Os góticos de South Park. Apesar da paródia, considero um dos núcleos mais divertidos da série!

Os góticos de South Park. Apesar da paródia, considero um dos núcleos mais divertidos da série!

Fiquei comentando tristemente com meu marido sobre o porquê dos amigos terem debandado e surgiram várias teorias: as pessoas envelheceram. Casaram, alguns tiveram filhos. Alguns simplesmente desistiram de sair, ou partiram para outros tipos de baladas.

Folgo em saber que pelo menos em qualidade a coisa toda não mudou, mas sinto muita falta da turma que eu tinha e das pessoas legais que conheci desta forma. Sei que as pessoas mudam, enjoam de algumas coisas e também eu não sou igual a como era há 10 anos atrás. Um amigo comentou comigo pelo Twitter que era uma época boa que não volta nunca mais, mas me pergunto se precisará sem sempre assim.

Continuarei acompanhando atentamente a cena, embora não com o mesmo afinco de antes. Mas ainda com a esperança de algum dia poder ser surpreendida com a visão de alguém querido.

 

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Mobiliando a casa

Bom dia!

Não posto faz tempo, e sim, parcialmente é porque os compromissos do dia-a-dia consomem bastante, mas também porque tendo TV a cabo e Netflix em casa – com liberdade para eu assistir o que quiser -, acabo me ocupando mais com essas coisas nos momentos de lazer do que com o computador (o qual, de uns tempos pra cá, tenho ligado bem pouco).

Bom, eu fiz 7 meses de casada e estou praticamente acabando de mobiliar a casa. E vou falar um pouco do processo para vocês.

  • Closet

O primeiro cômodo que mobiliamos foi o closet, até porque as roupas guardadas em caixas de papelão era algo que nos incomodava logo de cara. Aí vocês me perguntam se não é frescura ter um cômodo só para guardar roupas em vez de armários no quarto de dormir. Afirmo para vocês categoricamente que não. Os quartos são extremamente pequenos – como o apartamento em si -, e no quarto de dormir só coube a cama box, tendo um espaço mínimo para uma pessoa (magra) passar no vão entre o pé da cama e a parede onde fica a janela. Há espaços minúsculos entre as paredes, onde ainda colocaremos mesas de cabeceira. A televisão fica fixada na parede de frente para nós, bem como o suporte da TV a cabo. E só, não caberia mais nada.

Sempre pensei no conceito de closet aberto porque, além de se ganhar muito espaço eliminando-se portas e gavetas, eu sou bastante desastrada com qualquer coisa que envolva maçanetas/puxadores. Além disso, as roupas e sapatos ficam fáceis de serem visualizados e encontrados, e por ficarem permanentemente arejados, não criam mau cheiro com o tempo.

Uma amiga nos indicou a Xênia Decorações, e enviei um e-mail para eles contando o que pretendia fazer, que foi prontamente respondido. Poucos dias depois mandaram alguém vir aqui fazer a medição do cômodo, e o projeto me foi enviado no dia seguinte. Na mesma semana foi feita a instalação. Tudo muito rápido e por um preço ótimo. Recomendo muito. Tirei algumas fotos logo após a instalação.

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Sapateira. Coube tudo, e olha que temos bastante coisa!

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Prateleiras para colocar peças dobradas. Na de metal que fica mais acima colocamos malas e toalhas.

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Araras para camisas e casacos. Nas prateleiras pequenas coloquei cosméticos.

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Araras para camisas e vestidos.

Coube todas as nossas coisas e ficou tudo bem prático de achar. Posteriormente compramos uma cômoda branca na Toque a Campainha para roupa íntima e meias, e um cabideiro para bolsas.

  • Sala

Fechamos a compra do sofá e do rack na Toque a Campainha do Shopping Tijuca. Foi um excelente negócio porque, além de um ótimo desconto por termos pago à vista, a montagem também foi rápida. Contratamos através da loja uma empresa especializada em impermeabilização para o sofá, e o serviço custou R$350, com validade de 5 anos. Por enquanto estamos bastante satisfeitos.

  • Cozinha/área de serviço

É, aí começaram os problemas. No começo de dezembro, fechamos contrato com a Italínea de Madureira, para fazer o projeto abaixo. Nos foi dado um prazo de até 20 dias úteis, que no final viraram quase 60, e a cozinha só foi entregue e montada em fevereiro. E os problemas não pararam por aí: nos informaram que a montagem seria feita em um único dia, e o montador na hora disse que isso era conversa de vendedor e que normalmente isso é feito em dois – tive que chorar muito com ele para fazer em um dia só, pois para quem trabalha fora ficar dois dias fora do trabalho para esperar montagem de móvel é dose. Segunda pisada de bola: ficou faltando uma bucha para instalação do armário da área, e o montador teve que ligar para o vendedor, que chegou aqui todo esbaforido para trazer a tempo. E como se não bastasse tudo isso, uma das gavetas veio com uma pequena lasca, sobre a qual o montador garantiu que solicitou a troca à Italínea. Estamos em abril e até agora nada.

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Bom, nos armários não cabem muuuita coisa, mas dado o pouco espaço de que dispomos, quebram um galho. Mas devido  a todos os problemas e o descumprimento de compromissos, NÃO RECOMENDO A ITALÍNEA. Tanto que havíamos cogitado fazer o rack e os móveis de escritório com eles também, e ainda bem que desistimos.

  • Escritório

Nossa ideia era colocar duas mesas de computador, uma mesa/gaveteiro, uma estante para livros e algumas prateleiras soltas para colocar bonecos e objetos de decoração. Ainda não tivemos dinheiro para completar este cômodo, mas esperamos fazê-lo até o fim do ano. Compramos as mesas e o gaveteiro na mesma loja da Toque a Campainha, e mais uma vez não nos decepcionamos. Colocamos nossos laptops nas mesas e a impressora na mesa/gaveteiro que é menor. Os móveis não bicolores, num tom de madeira clara com branco, e parecem ser de ótima qualidade.

Os livros e revistas por ora seguem em sacos plásticos – sem bem que desde que me mudei já doei muuuita coisa -, e assim que o escritório estiver bem arrumadinho coloco uma foto para vocês.

É isso. Se alguém tiver alguma dúvida ou comentário, é só falar.

Beijos.

 

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O que deu certo, e o que nem tanto e o que absolutamente não funcionou

Tudo bem?

Passou pouco mais de um mês do meu grande dia – me casei em 16 de agosto – e venho aqui dividir com vocês as coisas que deram certo e as que nem tanto.

Deu certo

  • Escolha do local/decoração/buffet

Tanto cerimônia quanto festa resolvemos fazer no JR Buffet e Decorações, e não nos arrependemos em nenhum momento. Pedimos a decoração em tons de azul e ficou muito mais bonito do que eu esperava. A comida foi elogiada por todos. O DJ seguiu mais ou menos o que pedimos. Havia local apropriado para a noiva se arrumar/descansar. Os donos do local – Erica e Gustavo – foram muito atenciosos durante todo o processo. Enfim, recomendo a todos que estiverem pensando em fazer alguma festa na zona norte do Rio de Janeiro que visitem o local!

  • Topo do bolo

Eu sempre quis ter um elemento relacionado a animes no meu casamento, e achei o Marcelo Oliva no Facebook. Fomos conversando por WhatsApp, eu ia mandando fotos das roupas e acessórios, e ele ia me mandando fotos de como estava ficando. Os bonecos foram enviados uma semana antes do casamento e quase caí pra trás quando os vi: muito fofos!!! E creio que os convidados também curtiram, pois foi um dos itens mais fotografados da festa.

  • Vestido

Na verdade fiquei na dúvida se colocava este item aqui ou no das coisas que deram meio certo. Explicando: amei de paixão meu vestido, mas como emagreci um pouco antes do casamento e não consegui quem o ajustasse a tempo, achei que no fim das contas ele ficou meio largo.

Mas resumindo, depois de muitas opiniões, acabei decidindo arriscar comprar meu vestido na China (aqui, especificamente). Escolhi o modelo, enviei as medidas e o vestido foi enviado em cerca de 45 dias.

Veio lindo, super bem acabado, mas como disse, penso que teria ficado melhor se fosse um pouco mais justo.

  • Cabelo e maquiagem

Contratei a Alê Torres (maquiadora) e a Roberta Guimarães (cabeleireira) por indicação do fotógrafo, e não me arrependo nem um pouco. Adorei elas de cara na prévia, e no casamento propriamente eu posso afirmar que tanto penteado quanto maquiagem duraram a festa inteira. Fora que acho que nunca estive tão bonita quanto naquele dia, e boa parte desse mérito é delas. Super as indico.

  • Listas nas Lojas Americanas/Ponto Frio

Todos os itens chegaram com rapidez e nenhum convidado reclamou de dificuldade em encontrar as listas ou comprar.

  • Bem-casados

Achei a Bianca em um grupo no Facebook e fiquei feliz em constatar que morávamos no mesmo bairro. Marquei a degustação com ela e gostei muito. Ela sugeriu embalar os doces com renda, que adoro, e amei o resultado. Ela é muito simpática e atenciosa.

  • Fotografia

Então, eu gostei bastante do trabalho do Alexander Rodrigues, como também aprecio a sinceridade dele. Mas não posso dizer que deu tudo 100% certo neste sentido por quê: 1. marcou o e-session num dia que seria perfeito para nós, depois disse que não poderia e remarcou para um dia péssimo (no qual eu, inclusive, estava passando mal); 2. a foto da capa do DVD do e-session que ele escolheu estava simplesmente horrível; 3. acho que a gente ficou tempo demais tirando fotos durante a festa. Claro que achamos super importante ter bastante recordações deste dia, mas confesso que chegou uma hora em que fiquei cansada de posar. Mas no geral, gostamos muitíssimo das fotos da festa. Não posso falar da filmagem ainda porque não entregaram.

Deu meio certo

  • Celebrante

Não tenho religião – tanto que não me casei em igreja – e queria alguém que fizesse uma celebração com belas palavras, porém neutra (sem puxar para uma crença ou outra). Acabei chegando ao Enéas Amaral. Gostei da cerimônia, ma achei que foi um tanto quanto mais rápida do que imaginava. Pelo valor pago, não sei se valeu.

Deu errado

  • Cerimonial

Contratei a Marise tanto quanto para ser minha cerimonialista quanto para outros serviços (convites, lágrimas de alegria, lembrancinhas dos padrinhos  etc.). A parte das outras coisas foi OK e super a indico para isso. A parte de assessoria para o casamento, em certo ponto também foi pois ela respondia prontamente. Agora, no dia C, muita coisa deu errado e acabei me decepcionando.

Para começar, ela se desentendeu com o fotógrafo pois o mesmo queria que ficássemos tirando fotos e ela que curtíssemos a festa; entendo o ponto de vista de ambos, mas quando eu e Berg optamos por fotografar, ela se irritou e disse que não iria mais ajudar, subindo sem seguida para o camarim. Mais tarde, quando cheguei em casa e fui olhar o Facebook, ela publicou na timeline dela que não indicaria meu fotógrafo para ninguém. Também super entendo que ela pode – e deve – ter opiniões, mas será que ela não pensou em nenhum momento que eu poderia ler aquilo e ficar muito triste? No mais, também ouvi de outras pessoas que ela trocou xingamentos com o fotógrafo. Acho assim: se não tem paciência de trabalhar com o público, não trabalhe. Trabalho e já trabalhei com gente infinitamente mais difícil de lidar, já precisei engolir muitos sapos, e nem por isso deixei de tentar me esforçar para fazer o melhor. Porque gente complicada a gente vai encontrar em qualquer profissão.

Outra coisa: ela nos passou informações completamente erradas sobre os trâmites do casamento civil, e eu atrasei completamente nossa vida neste sentido por ter acreditado.

  • Robe do dia da noiva

Sim, ele chegou direitinho. Comprei em abril e chegou em julho e não, não foi em um site internacional – veio de Minas Gerais -, e isso porque eu  tive que mandar uns 50 e-mails perguntando quando iriam enviar. Não recomendo a Cássia Viegas porque o stress não vale a pena.

  • Lista na Camicado

Além de vários amigos relatarem dificuldades com o site, o SAC deles é muito lento e vários dos presentes comprados não estavam disponíveis e tiveram que ser convertidos em créditos. No mais, havia uma entrega agendada que foi descumprida sem qualquer aviso prévio. Fui até a loja do shopping Nova América solicitar os créditos e não serei injusta: a funcionária que me atendeu, Angela, foi extremamente atenciosa e prestativa. Gosto muito da loja em si, mas a loja virtual precisa melhorar muuuuito.

  • Alguns convidados

Sério, tem gente que eu não convido nunca mais. Houve gente para qual eu sequer consegui entregar o convite, pois visualizou a mensagem do Facebook em que eu pedia pra marcar a entrega, e nunca respondeu. Haviam outras pessoas que eu considerava próximas e que não só não foram ao casamento, como não deram nenhuma justificativa para a ausência – o que me passa pra mim, grosseiramente falando, que estavam cagando e andando para o fato. Não dá nem pra tentar ser educado com pessoas assim.

Posso reiterar o que sempre falaram pra mim: primeiro porque passa muito, muito rápido, e segundo que sempre há coisas que não saem como planejamos. Certamente eu faria tudo novamente, porém ficaria um pouco mais atenta a algumas coisas.

Nossa linda mesa de bolo

Nossa linda mesa de bolo

 

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Falta pouco!

Sim, sei que estou muito sumida mesmo do blog. A duas semanas do grande dia e com milhões de coisas pra arrumar na casa nova, eu nem tenho cabeça para escrever sobre os assuntos que gosto (maquiagem, séries, livros). Na verdade o lazer tem ocupado menos do tempo ultimamente, já que praticamente só tenho respirado casamento e mudança 24 horas por dia.

Espero de verdade conseguir blogar com uma certa frequência quando essa loucura toda acabar.

Grande beijo!

 

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Servir

Sei que faz séééculos que não posto, mas a vida de noiva e proprietária de um imóvel recém-entregue (com todas as burocracias que isto está implicando até poder morar de fato) está me consumindo muito, muito mesmo.

Tenho uma infinidade de coisas sobre casamento que gostaria de compartilhar neste espaço, mas infelizmente não posso prometer nada. A vida anda numa correria insana.

O motivo por eu ter sentido uma grande urgência em escrever este post hoje foi – mais uma vez – um caso de eu ter sido tratada com pouca cortesia por quem deveria estar me prestando um serviço de bom grado.

Vamos lá: ontem fomos eu, meu noivo e duas tias – nossas testeminhas – ao cartório de Madureira dar entrada no casamento civil. Chegamos bem cedo, e pegamos uma fila relativamente pequena.

Fomos para a fila da autenticação de documentos – OK. Fila da abertura de firma – OK. O problema foi quando nos dirigimos para a seção de casamentos. Mesmo nosso celebrante tendo dito que ainda teríamos tempo, foi nos informado com uma má-vontade extrema que não daria. Argumentamos que ainda havia bastante tempo à frente, e os atendentes apontavam com impaciência um papel que dizia que a antecedência para dar entrada deveria ser maior. Outro separava nossos documentos com uma expressão de visível desagrado. A chefe do cartório, quando informada por mim que minha cerimonialista (que a conhece) estava ao telefone e gostaria de trocar uma palavra com ela, reagiu aos berros. E a menina que colheu nossas assinaturas passou o tempo todo com cara de velório, como se quisesse estar em qualquer lugar menos ali.

Horas mais tarde, falando ao telefone com minha cerimonialista ao telefone, ela me disse que “nesse cartório as pessoas são assim mesmo”. E fiquei pensando: não, gente. Não é para ser.

Vamos deixar de lado a questão de se eu e meu noivo estávamos certos ou errados em desconhecer os prazos do cartório citado. O que efetivamente me chocou nisso tudo foi como alguém realmente se dispõe a trabalhar em algo que odeia, a julgar pela má-vontade com que fomos tratados e a expressão carrancuda dos funcionários. Como alguém pode querer dizer-se servidor, se não faz um mínimo de esforço para servir. E como eu mesma, sendo servidora pública, me envergonho de ver pessoas assim manchando a classe, que já possui a fama de não dar valor ao trabalho.

Sinceramente eu não sei se já tratei algum usuário no meu trabalho da forma com que fui tratada ontem, mas realmente a visita ao cartório de Madureira me passou uma lição: me esforçarei ao máximo para não fazer ao mesmo. Vou me policiar tanto quanto possível para tratar em quem me procurar lá com educação e cortesia. Tentarei de todo jeito não deixar que problemas pessoais influenciem a qualidade do meu trabalho.

Pessoas como a de ontem me envergonham profundamente. Mas de certa forma, me estimulam a querer ser uma servidora pública melhor. De ontem em diante, virou questão de honra para mim me esforçar mais. Estudei muito para chegar onde estou, e não é por isso que vou me acomodar e jogar toda a educação que aprendi no lixo.

Muito obrigada.

 

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Tratamento “diferenciado”

Quem é vivo sempre aparece! Vou tentar retomar a regularidade dos posts, mas hoje venho aqui para fazer um pequeno desabafo.

Como muitos sabem, eu namoro há bastante tempo e estou noiva. Inicialmente só nós casaríamos no civil, mas fizemos as contas e decidimos que merecíamos uma festa, ainda que sem pompa. Passei os últimos três meses fazendo pesquisas em sites de casamentos e pedindo mil orçamentos. Fechamos um salão – um incrível pertinho de onde moramos – e a data – em agosto deste ano.

OK, até então eu só tinha de certos a data e o salão – no qual já está incluído decoração, bufê, bebidas, DJ. Até que, por meio de um desses tantos sites de casamentos em que estou inscrita, recebi um e-mail me da Stuture Produções me oferecendo um par de convites para o Workshop Casamento Certo, a ser realizado em um clube da cidade, nos dias 11 e 12 de janeiro deste mês. Teria também hora marcada com renomado estilista de noivas paulistano, que me auxiliaria na escolha do vestido. Como realmente precisava de ideias para tudo – vestido, lembrancinhas, decoração etc. -, decidi ir. Dias antes do evento em questão, recebi vários telefonemas e SMS pedindo confirmação da minha presença.

Agora, vamos colocar um fato: nasci, fui criada e moro no subúrbio carioca. Continuarei morando no mesmo bairro após me casar. Não vou dizer que “tenho orgulho de ser suburbana” porque isso é uma falácia muito grande, além de ser pedante. Ninguém nasce no subúrbio porque quer; nasce-se e ponto. Mas tampouco me ressinto do fato, pois até gosto do bairro: é bem servido de transporte – temos metrô e ônibus para quase tudo quanto é lugar da cidade -, dois shoppings para os quais posso ir a pé; enfim, em absoluto eu me consideraria alguém do tipo que mora mal.

Ah, eu também sou funcionária pública em começo de carreira – em estágio probatório ainda, para ser mais específica – e não ganho muito bem. Sim, o suficiente para pagar minhas contas, ter meu lazer que consiste sobretudo de comprar livros, ir ao cinema e fazer pequenas viagens, mas ainda assim estou longe de ter um super salário. Meu noivo também não é nenhum milionário, embora seja extremamente trabalhador e dedicado.

Quando eu decidi ir ao workshop, minha ideia inicial não era fechar negócio com ninguém, e sim pegar ideias. Fui a pouquíssimos casamentos na minha vida e mesmo estando às voltas com a organização do meu, esse ainda é um universo muito novo para mim. E bom, chegando lá eu pude constatar que uma pessoa da minha classe social ir a um evento voltado para classe AAA decididamente foi um erro – ou ingenuidade da minha parte? Não sei.

Bom, chegando o ao evento – vazio – eu teoricamente teria uma hora com o tal estilista paulistano,o qual nem vi; fui recebida por assistentes do mesmo. Expliquei-lhes mais ou menos as ideias que tinha para o vestido, o que gosto e não gosto de jeito nenhum, e me foram apresentados alguns modelos. Experimentei três, tendo me encantado pelo último. Um dos assistentes me perguntou quanto eu poderia gastar. No que eu respondi, a expressão do homem se fechou imediatamente. O vestido em questão custava quase 3 vezes o que eu pretendia. Foi-me oferecida a opção do aluguel, que ainda considerei cara – e como eu tenho vontade de fazer trash the dress, o aluguel nunca foi algo que eu tomasse por primeira opção. Já sentados com meu noivo, tentaram nos oferecer descontos pela locação, que ainda estavam acima das nossas possibilidades. E quando meu noivo disse que a festa seria simples, e mencionou o bairro, o assistente fez uma visível expressão de desagrado. Saí do estande sem o vestido, mas eu tenho consciência de até onde posso ir. Não, eu não vou dar dois meses de salário em um vestido, por mais que a ocasião seja especial. Isso seria imprudente, e eu ainda tenho outras despesas, como a festa e as prestações do apartamento.

Dali, fomos ao estande de uma empresa que oferecia serviço de fotografia para eventos. Nos foi mostrado um vídeo incrível do que eles tinham, que tinha inclusive a cobertura de um casamento no Copacabana Palace (!!). Nos mostraram books impressos lindíssimos, com capas de vários estilos e inúmeros tipos de papel a escolher. Durante a conversa, meu noivo chegou a citar o local da nossa festa, o que foi recebido com nova torcida de nariz. Ao fim, o responsável pela empresa disse: “vou anotar aqui seu e-mail para estar de passando o orçamento…”

Passada mais de uma semana, não recebi orçamento algum. E chego a duvidar que sequer tenham anotado meu e-mail.

Próxima parada: estande de convites e lembrancinhas. Solenemente ignorados.

No estande que oferecia dia da noiva, o único do qual não posso reclamar: a moça que me atendeu (até me lembrei do nome dela: Natália) foi super simpática, me explicou todos os serviços e até escreveu para mim os diferentes orçamentos de acordo com o tipo de pacote. Não fecharei com eles pois pesquisando posteriormente achei preços melhores.

Depois disso, não nos restou ir embora. Claramente aquilo não era ambiente para nós (pobres? suburbanos? difícil imaginar como possivelmente seríamos rotulados ali) e rumamos para o shopping a fim de pegar um merecido cinema.

E disso tudo aprendi uma lição: quando uma coisa custa 2x e você só tem dinheiro para pagar x, as pessoas vão te tratar diferente, sim. E já sabendo que a coisa vai ser assim, é melhor passar longe de eventos deste tipo, para não correr o risco de aborrecer e/ou frustrar.

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Eu estava errada em ir em um evento voltado para uma classe completamente diferente da minha. Mas também acho que foram errados comigo ao me tratarem com cara feia e indiferença sabendo da minha condição. Eu acho incrível que não pensem que até aquela pessoa que está lá só para olhar e pegar ideias pode amanhã melhorar em muito sua condição financeira, e um dia vir a ser potencial consumidora daquele tipo de luxo. Ou indicar para alguém; enfim.

Bom, lição aprendida, comecei a procurar fornecedores dentro daquilo que eu posso, e já praticamente fechei tudo nesses dias que se sucederam. Estou bem satisfeita com o que tenho conseguido porque sei que, apesar de sem grandes luxos, vai ser uma festa LINDA e com a minha cara.

Passada a festa, e dando tudo certo – como eu realmente acho que vai! -, farei questão de divulgar meus fornecedores, um por um.

E se alguma noiva, ou alguém que conhece alguém que está para se casar leu isto, espero que meu desabafo possa ter sido útil para vocês também.

Ao longo dos meses, possivelmente vocês verão mais posts com o tema casamento aqui. Grande beijo.

 

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Pelo direito de não gostar

No ano passado, um crítico inglês detonou o disco do Michel Teló e foi chamado de preconceituoso. Este ano eu fui chamada de preconceituosa por ter expressado claramente não gostava de uma banda cujo vocalista faleceu recentemente. Esses e muitos casos me fazem pensar: será que eu não tenho o direito de simplesmente não gostar de alguma coisa?

Eu já comi banana. De todos os jeitos: ao natural, split, com chocolate, na forma de bananada. Não consigo gostar, não suporto o cheiro, não dá. Costumo dizer que minha relação com essa fruta é um pós-conceito porque sim, já experimentei, já tentei gostar e vi que não dava.

Às vezes você nem precisa ter um contato tão direito com uma coisa (como comê-la) para dizer que não gosta. Ouvir a música de uma banda no rádio e constatar que o som não faz seu estilo. Ver uma peça de roupa que entrou em moda e, mesmo sem ter vestido, já sacar que aquilo não é pra você. O que precisamente me chateia é ser taxada de preconceituosa pelo simples fato de ter expressado uma naogostoopinião negativa.

Eu queria realmente que a galerinha do “falo que gosto de tudo, afinal não sou preconceituoso” me falasse qual a convenção social que estabelece que você deve gostar de todas as coisas, dizer que aquele vocalista que não canta nada é bom porque tem música no rádio e na abertura da novela, que aquela calça que está todo mundo usando é legal porque está na moda, que determinado autor jamais escreve livros ruins porque, se você não o fizer, vai ganhar o estigma de preconceituoso.

Eu já pensei muito a respeito, não chego a nenhuma conclusão 100%, mas falo por mim: quando alguém critica algo de que gosto, vez ou outra penso que a pessoa não conhece a coisa em questão o suficiente, e por isso fala que não gosta. Em alguns casos acho que pode ser isso sim; em outros, realmente a pessoa já teve contato o bastante pra poder dizer que é uma merda. Eu até bem pouco tempo atrás não comia jiló, mas descobri um jeito certo de temperar e hoje se deixarem eu como todos os dias. E já vieram amigos me falar que tentaram temperar o jiló e nem assim gostaram; OK, entendo e não vou julgar nem chamar de preconceituoso.

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Pra mim, não dá.
Crédito da foto: Renner.

 

Pessoa que gosta de tudo não existe. Duvido muito dos que se auto intitulam ecléticos. E vejo com muitos bons olhos quem consegue expressar sua opinião autenticamente, seja ela exaltando ou depreciando.

TODO MUNDO JULGA. “Ah, mas ninguém tem o direito de julgar ninguém”. Mentira. Vou repetir: TODO MUNDO JULGA. Se você não tem opiniões, não emite juízos de valor sobre nada então você não é uma pessoa, é um boneco. Faz parte dessa nossa capacidade maravilhosa de pensar e sentir poder distinguir o bom do ruim, o certo do errado, o gostoso do desagradável.

E ninguém disse que você precisa guardar suas opiniões negativas pra você. Claro que há hora e ocasião para tudo, mas não vejo sentido algum em emitir um juízo de valor positivo para algo que você detesta pelo simples fato de que sempre vai ter alguém com um carimbo imaginário na mão pra gravar preconceituoso na sua testa. Normalmente a maioria dessas pessoas nem sabe direito o que é preconceito, que é você julgar negativamente algo que você não conhece – ou a pessoa já julga de antemão que você não se deu ao trabalho de conhecer e já está falando mal, ou seja, isso é por si um  preconceito!

Poder expressar a própria opinião, sobretudo quando é negativa, pode fazer com que você conquiste a inimizade/estranheza de alguns, mas posso falar pra vocês, é profundamente libertador; ao contrário do preconceito, que é algo que prende, limita. As pessoas que me têm adicionadas no Facebook sabem bem disso, pois eu sofro de uma espécie de sinceridade crônica.

Vale lembrar que não estou falando de preconceito étnico, sexual, religioso etc.; isso é assunto para outro post. Falo das coisas corriqueiras do dia a dia, certo?

Ninguém precisa andar por aí com o polegar apontado pra cima pra agradar a família, os amigos ou quem quer que seja. Poder falar um “não gosto disso” de vez em quando faz um bem danado. Não é ser preconceituoso, não é ser chato, não é ser rabugento; é ser você, é ser autêntico.

Quem quiser complementar – ou até discordar de mim, acho saudável! -, os comentários estão abertos.

 

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Usei e gostei – máscara para cílios azul Vult

Mais um daqueles posts que eu já tinha feito há um tempão, mas ainda não tinha colocado no ar.

No fim do ano passado eu resolvi comprar um dos rímeis coloridos da Vult para ver qual é, e escolhi o na cor azul. Estava meio descrente pois já usei máscaras coloridas de várias marcas e em nenhuma a cor de fato aparecia, mas esse da Vult de fato me surpreendeu.

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A foto sem flash ficou pior ainda, acreditem. No real ele é um pouco mais escuro que isso.

A foto sem flash ficou pior ainda, acreditem. No real ele é um pouco mais escuro que isso.

E ele aplicado (poucas camadas, acreditem):

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Tem também uma foto que tirei pro Instagram um tempo atrás aqui.

Realmente ficou muito azul e deu um pouco de volume também. E várias vezes as pessoas que me viram usando esse rímel comentaram que realçou meus olhos.

Não uso essa máscara para trabalhar, mas acho que fica muito legal em visuais informais para sair. Provavelmente comprarei o roxinho. *_*

Vocês também curtem rímel colorido?

 

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Lenços demaquilantes Fenzza

Oi, gente! Sei que sumi. Primeiro super enrolada no trabalho, depois planejando a viagem de férias, viajei, depois viajei de novo e passei um tempo descansando e arrumando/desarrumando tudo :p

Essa resenha é de um produto que testei há algum tempo: os lenços demaquilantes (sim, mais um) da marca Fenzza.

peguei a imagem da internet porque esqueci de tirar a foto :p

Peguei a imagem da internet porque esqueci de tirar a foto ;p

 

Não sei se dá para ter uma ideia, mas a embalagem é bem pequena, cabe na palma da mão. É bom porque cabe facilmente na necessaire e é prática para viagens; ruim pelo fato de que você certamente vai precisar mais de um.

Vamos ver se funcionam?

demaq_fenzza1Escolhi três produtos que acho bem difíceis de remover: delineador líquido Koloss preto, Fluidline M.A.C. na cor Dipdown e lápis labial da NYX na cor Dollypink.

demaq_fenzza2Com uma passada do lenço…

demaq_fenzza3… e duas.

 

Minha conclusão: é uma ótima opção de lenço demaquilante, remove bem e não irritou minha pele, mas realmente acho que poderiam ser um pouquinho maiores. Se a intenção é tirar só de uma parte do rosto – olho, por exemplo – ou carregar na bolsa, eu super recomendo.

Beijos.

 

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Heróis – para quem?

É curioso para mim um fenômeno que tem ocorrido sempre que uma celebridade (geralmente ligada à musica e geralmente ligada às drogas morre): a mesma é alçada ao posto de herói, gente que nem escutava muito o artista em questão vira fã desde criancinha e hoje, com todo esse lance de redes sociais, a gente acaba lendo disparates como “uma pena o falecimento de fulano, meu heróis morreram de overdose”.

Peraí.

HERÓI???

Tá, vamos tentar esclarecer as coisas. A Psicologia e  a Filosofia vêm há longo tempo buscando definir o conceito de herói, e acredito que cada um tenha o seu. A palavra vem do latim heros que, originalmente, significa pessoa que é famosa e reconhecida pelas suas virtudes e pelos seus feitos. Nos poemas gregos, eram normalmente os protagonistas e filhos de deuses (ou híbridos de deuses e humanos).

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No meu conceito, herói é aquele que luta para o bem comum, que não faz nada motivado por egoísmo e passa sempre bons exemplos, arrancando a admiração das pessoas à sua volta.

No meu conceito, um herói não se droga nem se mata deliberadamente. Não fica levando uma porralôca esperando que os outros vão achar isso foda – bom, bem se vê que tem gente que acha.

Um herói não precisa ter um talento artístico, mas precisa ser essencialmente alguém do bem que não financia coisas que só são – sem exceção mesmo – voltadas para o mal.

– Fulano foi um grande guerreiro, um grande exemplo de vida.

– NÃO, BABY, NÃO FOI! Uma pessoa que se droga, cheira, se mata jamais será exemplo para ninguém! Se ela se afundou, acabou com a própria vida e entristeceu as pessoas que gostavam dela, ela foi tudo, menos guerreira! Se ela gastou os milhões que ganhou para sustentar uma porcaria de uma indústria assassina chamada tráfico de drogas, ela NÃO FOI EXEMPLO coisíssima nenhuma!

Tão difícil entender isso?

– Kárin, então só você escuta música evangélica, não é fã de nenhum artista que ás vezes dá/dava algumas piradas ou se suicidou?

– Claro que não. Só para dar alguns exemplos de cantores/bandas que eu curto: Sid Vicious, Elvis Presley, Ian Curtis, Michael Jackson, Bon Scott, Jani Lane e muitos mais. Todos se mataram de alguma forma; acho que foram músicos exímios mas nunca vou cometi a heresia de me referir a eles como heróis ou exemplos de vida.

Sim, eu acho que que dá para separar o artista da pessoa. Acho que dá para achar a música maravilhosa da pessoa que a fez alguém cujas atitudes eu não gostaria de copiar.

 

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Brilhante, sim. Bom exemplo, nunca.

Eu meio que entendo essa espécie de catarse coletiva em que as pessoas ficam quando o artista morre, entendo a tristeza, mas para mim querer considerar um suicida como herói já é algo que beira a insanidade. Me pergunto se essas pessoas que falam esses absurdos e colocam essa pessoa num patamar moral – não estou falando de patamar artístico, vejam bem – em que não deveriam estar,  se gostariam que um irmão ou parente delas saísse por aí torrando o dinheiro em entorpecentes ou se enforcando com o lençol.

Finalizando: curtam a música. Exaltem o talento, porque o mesmo às vezes vem para pessoas completamente desequilibradas. Ninguém é perfeito. O vício não desmerece o artista. Mas pelo amor de Odin, não se refiram a pessoas que deram cabo da própria vida e financiam essa nojeira que é o tráfico como exemplos ou guerreiras. Elas perderam a guerra pro vício e pra vida e, ainda que muitas tenham sido virtuosas no que faziam, continuam sendo pessoas cujas atitudes ninguém deve louvar. Bom senso sempre!

 

 

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