It just wasn’t like the old days anymore

Sim, este é um post saudosista.

No começo dos anos 2000, começaram a surgir coisas bem interessantes na cena alternativa carioca, particularmente no campo do gótico/industrial. Comecei a frequentar algumas dessas festas quando estavam começando. Fui às primeiras edições da DDK ainda no minúsculo Espaço Marun, à Goth Box no finado Lapases, à Nightbreed que passou pelo Marun e pela saudosa Bunker94. Também vale lembrar a ótima e já extinta festa Mobscene.

Nessa época, eu marcava com os amigos do IRC (sim, sou velha) de nos encontrar na porta, conversávamos e bebíamos antes de entrar e eu frequentemente ficava até a festa acabar, sendo frequentemente quase expulsa pelos seguranças. Era um tempo muito bom, a cena era muito boa, fiz muitas amizades legais nesse tempo, ainda que nem todas tenham durado.

Eu já gostava bastante de usar preto mas por uma razão até banal: por ser muito branca, a cor me fica bem. E quanto à questão do gótico, eu sempre gostei das vertentes que se relacionam com o estilo: industrial, darkwave, post-punk, new wave, futurepop, EBM e por aí vai. São o tipo de música que eu sempre tive no meu discman e hoje no tocador de mp3 (juntamente com j-rock e músicas de anime, mas isso é coisa para outros posts), então esse tipo de festa se enquadrava bem com o que eu já curtia. Inevitável não me identificar.

Nesse tempo também, durante essas festas, eu bebia quantidades obscenas de álcool (pense em coisas beirando 2 litros – juro) e conseguia ficar acordada até às 6 da manhã de boa. Havia vezes em que ficava tudo estranhamente bem, e vezes em que eu vomitava muito ou pelo menos chegava em casa muito mal no dia seguinte. Mas eu achava graça depois. Hoje eu muito mal bebo duas cervejas, e só consigo ficar até o fim das festas se tomar duas cápsulas de cafeína antes de sair de casa. Não sei se fiquei velha e meu organismo mudou, se foi minha cabeça que mudou, mas eu já não consigo mais fazer o que fazia há 10 anos.

Daí que eu comecei a namorar um cara extremamente caseiro, a ficar enrolada com trabalho e estudos, casei, e inevitavelmente passei a sair num ritmo bem menor (só lembrando que entre os anos de 2003 e 2006, quando a cena na cidade bombava, eu saía muito).

Ontem teve Goth Box e tentei animar meu marido a ir, pois fazia muito tempo que não saíamos. A festa já havia mudado de lugar fazia algum tempo e possivelmente os frequentadores também, mas a curiosidade e o saudosismo falaram mais alto.

A primeira impressão, que na verdade foi quase um choque para mim, foi passar pela porta do Cine Íris – que é caminho – e bater uma tristeza enorme. Vamos combinar: o Cine Íris era um lugar horrível. A maior parte do local era composto por degraus; a gente literalmente passava a festa inteira subindo e descendo escadas. Os degraus eram um capítulo à parte, pois de tão estreitos eu com meu pequeno pé 42 tinha que SEMPRE ficar me segurando no corrimão para não tropeçar em mim mesma. Havia um degrau maldito que dava acesso ao terraço no qual eu acho que todo mundo já tropeçou. Os banheiros eram permanentemente imundos.

E mesmo não sendo o lugar mais adequado do mundo, havia qualquer coisa de interessante ali que fazia aquilo ser o lugar perfeito para a DDK. Primeiro: em dias úteis, era um cinema pornô. Segundo, havia toda uma atmosfera underground/obscura no local que o tornava especial. Eu sei que pareço completamente contraditória, mas é exatamente como me sinto quando me lembro do Cine Íris.

Fui a edições memoráveis  ali, como o incrível show do Das Ich em 2005. Fiquei muitas vezes debruçada na sacada olhando o movimento da Rua da Carioca, das pessoas entrando e saindo da festa, a caminho do Cine Ideal e das festas na Praça Tiradentes. Frequentemente subia para o terraço a fim de pegar um ar e às vezes passava horas por ali mesmo. Às vezes descia para a parte do cinema, tirava um cochilo nas poltronas, voltava pra dançar mais um pouco. E resumindo: era muito bom.

Eu lembro do site da DDK, que tinha um gif animado de um zepelim no topo e uma parte onde havia rádios com vários estilos. Conheci muita música boa por ali. Lembro que eles tinham um fórum, que depois migrou pro Orkut. Lembro da lista de aniversariantes – mais de uma vez comemorei aniversário na festa. Lembro dos flyers da festa que eram os mais legais de todos, geralmente com uma ilustração inusitada relacionada ao tema da festa na frente, e a programação completa atrás. Cheguei a guardar alguns por um tempo.

Goth4

Episódio de “The Big Bang Theory” em que Howard e Raj decidem tentar a sorte em uma balada gótica. Se não assistiram, assistam!

Chegamos cedo ontem (por cedo entenda-se: 23:40) e o local ainda estava vazio. Ao longo de todo o tempo em que ficamos lá, só vi duas caras conhecidas: uma menina que me deletou recentemente do Facebook – sem motivo – e que por isso mesmo não cumprimentei (parto do princípio que se ela me deletou, é porque não quer falar comigo) e um ex-colega de trabalho que não sei se fingiu que não me viu, ou se de fato não me viu mesmo, foda-se. Nenhum amigo, apesar de alguns terem confirmado presença no evento no Facebook – essa eterna mania das pessoas que me irrita, de confirmar presença e no fim das contas não aparecer; enfim.

Algumas coisas na festa não mudaram. A boa música. A profusão de camisetas do Joy Division. As lentes de contato brancas. Os delineadores pretos. O talco de bebê no rosto. As franjinhas curtas. A bebida boa e barata. Não quero com isso estereotipar o evento até porque acho legais todas essas coisas e fico feliz que se mantenham assim.

Vi muitas caras novas, gente que deveria estar começando a frequentar a festa, gente que já devia passar há muito dos 50 anos que seguia firme e forme.

Os góticos de South Park. Apesar da paródia, considero um dos núcleos mais divertidos da série!

Os góticos de South Park. Apesar da paródia, considero um dos núcleos mais divertidos da série!

Fiquei comentando tristemente com meu marido sobre o porquê dos amigos terem debandado e surgiram várias teorias: as pessoas envelheceram. Casaram, alguns tiveram filhos. Alguns simplesmente desistiram de sair, ou partiram para outros tipos de baladas.

Folgo em saber que pelo menos em qualidade a coisa toda não mudou, mas sinto muita falta da turma que eu tinha e das pessoas legais que conheci desta forma. Sei que as pessoas mudam, enjoam de algumas coisas e também eu não sou igual a como era há 10 anos atrás. Um amigo comentou comigo pelo Twitter que era uma época boa que não volta nunca mais, mas me pergunto se precisará sem sempre assim.

Continuarei acompanhando atentamente a cena, embora não com o mesmo afinco de antes. Mas ainda com a esperança de algum dia poder ser surpreendida com a visão de alguém querido.

 

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Mobiliando a casa

Bom dia!

Não posto faz tempo, e sim, parcialmente é porque os compromissos do dia-a-dia consomem bastante, mas também porque tendo TV a cabo e Netflix em casa – com liberdade para eu assistir o que quiser -, acabo me ocupando mais com essas coisas nos momentos de lazer do que com o computador (o qual, de uns tempos pra cá, tenho ligado bem pouco).

Bom, eu fiz 7 meses de casada e estou praticamente acabando de mobiliar a casa. E vou falar um pouco do processo para vocês.

  • Closet

O primeiro cômodo que mobiliamos foi o closet, até porque as roupas guardadas em caixas de papelão era algo que nos incomodava logo de cara. Aí vocês me perguntam se não é frescura ter um cômodo só para guardar roupas em vez de armários no quarto de dormir. Afirmo para vocês categoricamente que não. Os quartos são extremamente pequenos – como o apartamento em si -, e no quarto de dormir só coube a cama box, tendo um espaço mínimo para uma pessoa (magra) passar no vão entre o pé da cama e a parede onde fica a janela. Há espaços minúsculos entre as paredes, onde ainda colocaremos mesas de cabeceira. A televisão fica fixada na parede de frente para nós, bem como o suporte da TV a cabo. E só, não caberia mais nada.

Sempre pensei no conceito de closet aberto porque, além de se ganhar muito espaço eliminando-se portas e gavetas, eu sou bastante desastrada com qualquer coisa que envolva maçanetas/puxadores. Além disso, as roupas e sapatos ficam fáceis de serem visualizados e encontrados, e por ficarem permanentemente arejados, não criam mau cheiro com o tempo.

Uma amiga nos indicou a Xênia Decorações, e enviei um e-mail para eles contando o que pretendia fazer, que foi prontamente respondido. Poucos dias depois mandaram alguém vir aqui fazer a medição do cômodo, e o projeto me foi enviado no dia seguinte. Na mesma semana foi feita a instalação. Tudo muito rápido e por um preço ótimo. Recomendo muito. Tirei algumas fotos logo após a instalação.

closet1

Sapateira. Coube tudo, e olha que temos bastante coisa!

closet2

Prateleiras para colocar peças dobradas. Na de metal que fica mais acima colocamos malas e toalhas.

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Araras para camisas e casacos. Nas prateleiras pequenas coloquei cosméticos.

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Araras para camisas e vestidos.

Coube todas as nossas coisas e ficou tudo bem prático de achar. Posteriormente compramos uma cômoda branca na Toque a Campainha para roupa íntima e meias, e um cabideiro para bolsas.

  • Sala

Fechamos a compra do sofá e do rack na Toque a Campainha do Shopping Tijuca. Foi um excelente negócio porque, além de um ótimo desconto por termos pago à vista, a montagem também foi rápida. Contratamos através da loja uma empresa especializada em impermeabilização para o sofá, e o serviço custou R$350, com validade de 5 anos. Por enquanto estamos bastante satisfeitos.

  • Cozinha/área de serviço

É, aí começaram os problemas. No começo de dezembro, fechamos contrato com a Italínea de Madureira, para fazer o projeto abaixo. Nos foi dado um prazo de até 20 dias úteis, que no final viraram quase 60, e a cozinha só foi entregue e montada em fevereiro. E os problemas não pararam por aí: nos informaram que a montagem seria feita em um único dia, e o montador na hora disse que isso era conversa de vendedor e que normalmente isso é feito em dois – tive que chorar muito com ele para fazer em um dia só, pois para quem trabalha fora ficar dois dias fora do trabalho para esperar montagem de móvel é dose. Segunda pisada de bola: ficou faltando uma bucha para instalação do armário da área, e o montador teve que ligar para o vendedor, que chegou aqui todo esbaforido para trazer a tempo. E como se não bastasse tudo isso, uma das gavetas veio com uma pequena lasca, sobre a qual o montador garantiu que solicitou a troca à Italínea. Estamos em abril e até agora nada.

projeto1

Bom, nos armários não cabem muuuita coisa, mas dado o pouco espaço de que dispomos, quebram um galho. Mas devido  a todos os problemas e o descumprimento de compromissos, NÃO RECOMENDO A ITALÍNEA. Tanto que havíamos cogitado fazer o rack e os móveis de escritório com eles também, e ainda bem que desistimos.

  • Escritório

Nossa ideia era colocar duas mesas de computador, uma mesa/gaveteiro, uma estante para livros e algumas prateleiras soltas para colocar bonecos e objetos de decoração. Ainda não tivemos dinheiro para completar este cômodo, mas esperamos fazê-lo até o fim do ano. Compramos as mesas e o gaveteiro na mesma loja da Toque a Campainha, e mais uma vez não nos decepcionamos. Colocamos nossos laptops nas mesas e a impressora na mesa/gaveteiro que é menor. Os móveis não bicolores, num tom de madeira clara com branco, e parecem ser de ótima qualidade.

Os livros e revistas por ora seguem em sacos plásticos – sem bem que desde que me mudei já doei muuuita coisa -, e assim que o escritório estiver bem arrumadinho coloco uma foto para vocês.

É isso. Se alguém tiver alguma dúvida ou comentário, é só falar.

Beijos.

 

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O que deu certo, e o que nem tanto e o que absolutamente não funcionou

Tudo bem?

Passou pouco mais de um mês do meu grande dia – me casei em 16 de agosto – e venho aqui dividir com vocês as coisas que deram certo e as que nem tanto.

Deu certo

  • Escolha do local/decoração/buffet

Tanto cerimônia quanto festa resolvemos fazer no JR Buffet e Decorações, e não nos arrependemos em nenhum momento. Pedimos a decoração em tons de azul e ficou muito mais bonito do que eu esperava. A comida foi elogiada por todos. O DJ seguiu mais ou menos o que pedimos. Havia local apropriado para a noiva se arrumar/descansar. Os donos do local – Erica e Gustavo – foram muito atenciosos durante todo o processo. Enfim, recomendo a todos que estiverem pensando em fazer alguma festa na zona norte do Rio de Janeiro que visitem o local!

  • Topo do bolo

Eu sempre quis ter um elemento relacionado a animes no meu casamento, e achei o Marcelo Oliva no Facebook. Fomos conversando por WhatsApp, eu ia mandando fotos das roupas e acessórios, e ele ia me mandando fotos de como estava ficando. Os bonecos foram enviados uma semana antes do casamento e quase caí pra trás quando os vi: muito fofos!!! E creio que os convidados também curtiram, pois foi um dos itens mais fotografados da festa.

  • Vestido

Na verdade fiquei na dúvida se colocava este item aqui ou no das coisas que deram meio certo. Explicando: amei de paixão meu vestido, mas como emagreci um pouco antes do casamento e não consegui quem o ajustasse a tempo, achei que no fim das contas ele ficou meio largo.

Mas resumindo, depois de muitas opiniões, acabei decidindo arriscar comprar meu vestido na China (aqui, especificamente). Escolhi o modelo, enviei as medidas e o vestido foi enviado em cerca de 45 dias.

Veio lindo, super bem acabado, mas como disse, penso que teria ficado melhor se fosse um pouco mais justo.

  • Cabelo e maquiagem

Contratei a Alê Torres (maquiadora) e a Roberta Guimarães (cabeleireira) por indicação do fotógrafo, e não me arrependo nem um pouco. Adorei elas de cara na prévia, e no casamento propriamente eu posso afirmar que tanto penteado quanto maquiagem duraram a festa inteira. Fora que acho que nunca estive tão bonita quanto naquele dia, e boa parte desse mérito é delas. Super as indico.

  • Listas nas Lojas Americanas/Ponto Frio

Todos os itens chegaram com rapidez e nenhum convidado reclamou de dificuldade em encontrar as listas ou comprar.

  • Bem-casados

Achei a Bianca em um grupo no Facebook e fiquei feliz em constatar que morávamos no mesmo bairro. Marquei a degustação com ela e gostei muito. Ela sugeriu embalar os doces com renda, que adoro, e amei o resultado. Ela é muito simpática e atenciosa.

  • Fotografia

Então, eu gostei bastante do trabalho do Alexander Rodrigues, como também aprecio a sinceridade dele. Mas não posso dizer que deu tudo 100% certo neste sentido por quê: 1. marcou o e-session num dia que seria perfeito para nós, depois disse que não poderia e remarcou para um dia péssimo (no qual eu, inclusive, estava passando mal); 2. a foto da capa do DVD do e-session que ele escolheu estava simplesmente horrível; 3. acho que a gente ficou tempo demais tirando fotos durante a festa. Claro que achamos super importante ter bastante recordações deste dia, mas confesso que chegou uma hora em que fiquei cansada de posar. Mas no geral, gostamos muitíssimo das fotos da festa. Não posso falar da filmagem ainda porque não entregaram.

Deu meio certo

  • Celebrante

Não tenho religião – tanto que não me casei em igreja – e queria alguém que fizesse uma celebração com belas palavras, porém neutra (sem puxar para uma crença ou outra). Acabei chegando ao Enéas Amaral. Gostei da cerimônia, ma achei que foi um tanto quanto mais rápida do que imaginava. Pelo valor pago, não sei se valeu.

Deu errado

  • Cerimonial

Contratei a Marise tanto quanto para ser minha cerimonialista quanto para outros serviços (convites, lágrimas de alegria, lembrancinhas dos padrinhos  etc.). A parte das outras coisas foi OK e super a indico para isso. A parte de assessoria para o casamento, em certo ponto também foi pois ela respondia prontamente. Agora, no dia C, muita coisa deu errado e acabei me decepcionando.

Para começar, ela se desentendeu com o fotógrafo pois o mesmo queria que ficássemos tirando fotos e ela que curtíssemos a festa; entendo o ponto de vista de ambos, mas quando eu e Berg optamos por fotografar, ela se irritou e disse que não iria mais ajudar, subindo sem seguida para o camarim. Mais tarde, quando cheguei em casa e fui olhar o Facebook, ela publicou na timeline dela que não indicaria meu fotógrafo para ninguém. Também super entendo que ela pode – e deve – ter opiniões, mas será que ela não pensou em nenhum momento que eu poderia ler aquilo e ficar muito triste? No mais, também ouvi de outras pessoas que ela trocou xingamentos com o fotógrafo. Acho assim: se não tem paciência de trabalhar com o público, não trabalhe. Trabalho e já trabalhei com gente infinitamente mais difícil de lidar, já precisei engolir muitos sapos, e nem por isso deixei de tentar me esforçar para fazer o melhor. Porque gente complicada a gente vai encontrar em qualquer profissão.

Outra coisa: ela nos passou informações completamente erradas sobre os trâmites do casamento civil, e eu atrasei completamente nossa vida neste sentido por ter acreditado.

  • Robe do dia da noiva

Sim, ele chegou direitinho. Comprei em abril e chegou em julho e não, não foi em um site internacional – veio de Minas Gerais -, e isso porque eu  tive que mandar uns 50 e-mails perguntando quando iriam enviar. Não recomendo a Cássia Viegas porque o stress não vale a pena.

  • Lista na Camicado

Além de vários amigos relatarem dificuldades com o site, o SAC deles é muito lento e vários dos presentes comprados não estavam disponíveis e tiveram que ser convertidos em créditos. No mais, havia uma entrega agendada que foi descumprida sem qualquer aviso prévio. Fui até a loja do shopping Nova América solicitar os créditos e não serei injusta: a funcionária que me atendeu, Angela, foi extremamente atenciosa e prestativa. Gosto muito da loja em si, mas a loja virtual precisa melhorar muuuuito.

  • Alguns convidados

Sério, tem gente que eu não convido nunca mais. Houve gente para qual eu sequer consegui entregar o convite, pois visualizou a mensagem do Facebook em que eu pedia pra marcar a entrega, e nunca respondeu. Haviam outras pessoas que eu considerava próximas e que não só não foram ao casamento, como não deram nenhuma justificativa para a ausência – o que me passa pra mim, grosseiramente falando, que estavam cagando e andando para o fato. Não dá nem pra tentar ser educado com pessoas assim.

Posso reiterar o que sempre falaram pra mim: primeiro porque passa muito, muito rápido, e segundo que sempre há coisas que não saem como planejamos. Certamente eu faria tudo novamente, porém ficaria um pouco mais atenta a algumas coisas.

Nossa linda mesa de bolo

Nossa linda mesa de bolo

 

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Pelo direito de não gostar

No ano passado, um crítico inglês detonou o disco do Michel Teló e foi chamado de preconceituoso. Este ano eu fui chamada de preconceituosa por ter expressado claramente não gostava de uma banda cujo vocalista faleceu recentemente. Esses e muitos casos me fazem pensar: será que eu não tenho o direito de simplesmente não gostar de alguma coisa?

Eu já comi banana. De todos os jeitos: ao natural, split, com chocolate, na forma de bananada. Não consigo gostar, não suporto o cheiro, não dá. Costumo dizer que minha relação com essa fruta é um pós-conceito porque sim, já experimentei, já tentei gostar e vi que não dava.

Às vezes você nem precisa ter um contato tão direito com uma coisa (como comê-la) para dizer que não gosta. Ouvir a música de uma banda no rádio e constatar que o som não faz seu estilo. Ver uma peça de roupa que entrou em moda e, mesmo sem ter vestido, já sacar que aquilo não é pra você. O que precisamente me chateia é ser taxada de preconceituosa pelo simples fato de ter expressado uma naogostoopinião negativa.

Eu queria realmente que a galerinha do “falo que gosto de tudo, afinal não sou preconceituoso” me falasse qual a convenção social que estabelece que você deve gostar de todas as coisas, dizer que aquele vocalista que não canta nada é bom porque tem música no rádio e na abertura da novela, que aquela calça que está todo mundo usando é legal porque está na moda, que determinado autor jamais escreve livros ruins porque, se você não o fizer, vai ganhar o estigma de preconceituoso.

Eu já pensei muito a respeito, não chego a nenhuma conclusão 100%, mas falo por mim: quando alguém critica algo de que gosto, vez ou outra penso que a pessoa não conhece a coisa em questão o suficiente, e por isso fala que não gosta. Em alguns casos acho que pode ser isso sim; em outros, realmente a pessoa já teve contato o bastante pra poder dizer que é uma merda. Eu até bem pouco tempo atrás não comia jiló, mas descobri um jeito certo de temperar e hoje se deixarem eu como todos os dias. E já vieram amigos me falar que tentaram temperar o jiló e nem assim gostaram; OK, entendo e não vou julgar nem chamar de preconceituoso.

calcalistrada

Pra mim, não dá.
Crédito da foto: Renner.

 

Pessoa que gosta de tudo não existe. Duvido muito dos que se auto intitulam ecléticos. E vejo com muitos bons olhos quem consegue expressar sua opinião autenticamente, seja ela exaltando ou depreciando.

TODO MUNDO JULGA. “Ah, mas ninguém tem o direito de julgar ninguém”. Mentira. Vou repetir: TODO MUNDO JULGA. Se você não tem opiniões, não emite juízos de valor sobre nada então você não é uma pessoa, é um boneco. Faz parte dessa nossa capacidade maravilhosa de pensar e sentir poder distinguir o bom do ruim, o certo do errado, o gostoso do desagradável.

E ninguém disse que você precisa guardar suas opiniões negativas pra você. Claro que há hora e ocasião para tudo, mas não vejo sentido algum em emitir um juízo de valor positivo para algo que você detesta pelo simples fato de que sempre vai ter alguém com um carimbo imaginário na mão pra gravar preconceituoso na sua testa. Normalmente a maioria dessas pessoas nem sabe direito o que é preconceito, que é você julgar negativamente algo que você não conhece – ou a pessoa já julga de antemão que você não se deu ao trabalho de conhecer e já está falando mal, ou seja, isso é por si um  preconceito!

Poder expressar a própria opinião, sobretudo quando é negativa, pode fazer com que você conquiste a inimizade/estranheza de alguns, mas posso falar pra vocês, é profundamente libertador; ao contrário do preconceito, que é algo que prende, limita. As pessoas que me têm adicionadas no Facebook sabem bem disso, pois eu sofro de uma espécie de sinceridade crônica.

Vale lembrar que não estou falando de preconceito étnico, sexual, religioso etc.; isso é assunto para outro post. Falo das coisas corriqueiras do dia a dia, certo?

Ninguém precisa andar por aí com o polegar apontado pra cima pra agradar a família, os amigos ou quem quer que seja. Poder falar um “não gosto disso” de vez em quando faz um bem danado. Não é ser preconceituoso, não é ser chato, não é ser rabugento; é ser você, é ser autêntico.

Quem quiser complementar – ou até discordar de mim, acho saudável! -, os comentários estão abertos.

 

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