Minha viagem: Campos do Jordão – passeios

Pessoal, quando pensei no meu post para falar das coisas legais que vi em Campos do Jordão, percebi que ia ficar um post enorme. Decidi então dividir em três partes: 1. passeios, 2. gastronomia, 3. compras.

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De São Paulo a Campos do Jordão são três horas de viagem. É uma viagem gostosa porque quase todo o percurso é pela Serra da Mantiqueira; é muito bonito o que se vê pela janela. 🙂

Ficamos hospedados na Pousada do Conde. Escolhemos a pousada totalmente no escuro, mas se revelou uma ótima escolha: a pousada é super fofa, fica próxima do Centro, o quarto possui bastante conforto apesar de pequeno e lá tomamos o melhor (eu disse o melhor) café da manhã das nossas vidas. Recomendo fortemente a quem for visitar a cidade.

O Centro da Cidade lá é chamado de Capivari. Nesse bairro há algumas praças e a maior parte do comércio e restaurantes também – falarei mais disso nos outros posts. No Capivari você também encontra um passeio imperdível para quem não tem medo de altura: o teleférico que sobe o Morro do Elefante. Por R$10 você faz a ida e a volta, e o visual que se tem tanto no percurso quanto lá em cima é de tirar o fôlego.

 

Vista da cadeirinha do teleférico.

 

Não muito longe dali, há a Estação Emílio Ribas. Fizemos o passeio turístico de trem que dá uma volta em alguns bairros da cidade, e pela janela é possível admirar algumas paisagens bem bonitas. É muito gostoso e há saídas de hora em hora.

Há um outro tipo de passeio turístico que sai do Capivari, só que feito por uma espécie de ônibus. Paga-se R$10 e o veículo dá a volta por alguns bairros um pouco mais afastados, passando também pela cachoeira artificial Ducha de Prata.

Tiramos um dia para conhecer o Borboletário Flores que Voam. Sério gente, é um passeio mágico. A instituição é mantida só por doações e a venda de ingressos ($25). Ao chegar, você assiste a um vídeo que fala um pouco das borboletas, seu ciclo de vida e tudo mais. Depois disso, é feita a visita ao viveiro e é aí que a mágica acontece. O viveiro é um espaço fechado (para o caso das borboletas criadas ali não fugirem) e é um jardim belíssimo com um caminho no meio para as pessoas passarem. As borboletas literalmente voam à sua volta, pousam em você. É uma experiência sem dúvida inesquecível.

Sim, é possível fotografar lá 😀

 

Ali perto, outra coisa que não dá para deixar de fazer: a visita ao Horto Florestal da cidade. O lugar é gigaaaante, tanto que nem conseguimos ver tudo. Das coisas que fizemos, algo que nem imaginei que faria um dia: arvorismo e tirolesa. Pagamos R$30 e tivemos acesso a orientações a ao material de segurança. Você fica a cerca de 60 metros do chão e há duas descidas de tirolesa, é muito divertido!

Ali também fizemos um passeio de trenzinho que passa só por parte do Horto, mas há um guia que dá explicações bem interessantes sobre o lugar e a vegetação.

Um conselho: o restaurante do Horto tem um atendimento péssimo e poucas opções. Recomendo de verdade comer em outro lugar. Mas há lá dentro uma lojinha que vende compotas e chocolates que é bem legal.

 

Um dos riachinhos do Horto.

 

Para quem aprecia belos jardins, o Parque Amantikir é um passeio e tanto. Há inúmeros jardins temáticos para contemplar e tirar belas fotos e há, inclusive, dois labirintos bem legais! Por ficar em uma região alta da cidade, há trechos do parque  de onde se pode ter uma bela vista.

Detalhe de um dos jardins.

 

Nesse mesmo dia visitamos também o Mosteiro das Monjas Beneditinas, que é bem bonito mas não tem assim muuuita coisa para ver. Mas por ficar relativamente perto do Amantikir, pode valer a visita.

Visitamos o Palácio da Boa Vista, que vem a ser uma das residências de férias dos governadores do Estado de São Paulo. É uma construção linda de morrer, mas o legal mesmo está dentro dela: móveis incríveis e pinturas de artistas como Di Cavalcanti, Portinari e Tarsila do Amaral. Há visita guiada gratuitamente. Só tirei fotos do lado de fora porque não é permitido fotografar lá dentro.

 

No último dia, fomos ao ponto mais alto do Estado de São Paulo: o Pico do Itapeva. Dizem que de lá de cima é possível avistar 17 cidades. Infelizmente fazia muito tempo que não chovia e a visibilidade não estava tão boa por causa da sujeira e da poluição, mas ainda assim é uma vista legal para se apreciar. Lá no alto há várias lojinhas com souvenires baratos.

Por ficar em uma região alta, Campos do Jordão possui invernos particularmente frios. No mês de setembro, quando fomos, a temperatura ficava em cerca de 23º à tarde, mas caía para 9º quando íamos jantar – há vários relógios termômetros nas ruas. Soube que há alguns dias fez 2º graus lá. Na alta temporada, cujo ápice é em julho, ocorre o Festival de Inverno e a cidade fica lotada. Tenho muita vontade de ir nessa época.

A arquitetura é em estilo suíço e particularmente acho lindíssima. Outra coisa que chama a atenção na cidade é que ela é extremamente florida. Há flores pra qualquer lugar que você olhe.

Espero que tenham gostado das dicas. No próximo post vou falar dos restaurantes que conheci na cidade e dar dicas para vegetarianos se virarem bem lá.

 

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