O que deu certo, e o que nem tanto e o que absolutamente não funcionou

Tudo bem?

Passou pouco mais de um mês do meu grande dia – me casei em 16 de agosto – e venho aqui dividir com vocês as coisas que deram certo e as que nem tanto.

Deu certo

  • Escolha do local/decoração/buffet

Tanto cerimônia quanto festa resolvemos fazer no JR Buffet e Decorações, e não nos arrependemos em nenhum momento. Pedimos a decoração em tons de azul e ficou muito mais bonito do que eu esperava. A comida foi elogiada por todos. O DJ seguiu mais ou menos o que pedimos. Havia local apropriado para a noiva se arrumar/descansar. Os donos do local – Erica e Gustavo – foram muito atenciosos durante todo o processo. Enfim, recomendo a todos que estiverem pensando em fazer alguma festa na zona norte do Rio de Janeiro que visitem o local!

  • Topo do bolo

Eu sempre quis ter um elemento relacionado a animes no meu casamento, e achei o Marcelo Oliva no Facebook. Fomos conversando por WhatsApp, eu ia mandando fotos das roupas e acessórios, e ele ia me mandando fotos de como estava ficando. Os bonecos foram enviados uma semana antes do casamento e quase caí pra trás quando os vi: muito fofos!!! E creio que os convidados também curtiram, pois foi um dos itens mais fotografados da festa.

  • Vestido

Na verdade fiquei na dúvida se colocava este item aqui ou no das coisas que deram meio certo. Explicando: amei de paixão meu vestido, mas como emagreci um pouco antes do casamento e não consegui quem o ajustasse a tempo, achei que no fim das contas ele ficou meio largo.

Mas resumindo, depois de muitas opiniões, acabei decidindo arriscar comprar meu vestido na China (aqui, especificamente). Escolhi o modelo, enviei as medidas e o vestido foi enviado em cerca de 45 dias.

Veio lindo, super bem acabado, mas como disse, penso que teria ficado melhor se fosse um pouco mais justo.

  • Cabelo e maquiagem

Contratei a Alê Torres (maquiadora) e a Roberta Guimarães (cabeleireira) por indicação do fotógrafo, e não me arrependo nem um pouco. Adorei elas de cara na prévia, e no casamento propriamente eu posso afirmar que tanto penteado quanto maquiagem duraram a festa inteira. Fora que acho que nunca estive tão bonita quanto naquele dia, e boa parte desse mérito é delas. Super as indico.

  • Listas nas Lojas Americanas/Ponto Frio

Todos os itens chegaram com rapidez e nenhum convidado reclamou de dificuldade em encontrar as listas ou comprar.

  • Bem-casados

Achei a Bianca em um grupo no Facebook e fiquei feliz em constatar que morávamos no mesmo bairro. Marquei a degustação com ela e gostei muito. Ela sugeriu embalar os doces com renda, que adoro, e amei o resultado. Ela é muito simpática e atenciosa.

  • Fotografia

Então, eu gostei bastante do trabalho do Alexander Rodrigues, como também aprecio a sinceridade dele. Mas não posso dizer que deu tudo 100% certo neste sentido por quê: 1. marcou o e-session num dia que seria perfeito para nós, depois disse que não poderia e remarcou para um dia péssimo (no qual eu, inclusive, estava passando mal); 2. a foto da capa do DVD do e-session que ele escolheu estava simplesmente horrível; 3. acho que a gente ficou tempo demais tirando fotos durante a festa. Claro que achamos super importante ter bastante recordações deste dia, mas confesso que chegou uma hora em que fiquei cansada de posar. Mas no geral, gostamos muitíssimo das fotos da festa. Não posso falar da filmagem ainda porque não entregaram.

Deu meio certo

  • Celebrante

Não tenho religião – tanto que não me casei em igreja – e queria alguém que fizesse uma celebração com belas palavras, porém neutra (sem puxar para uma crença ou outra). Acabei chegando ao Enéas Amaral. Gostei da cerimônia, ma achei que foi um tanto quanto mais rápida do que imaginava. Pelo valor pago, não sei se valeu.

Deu errado

  • Cerimonial

Contratei a Marise tanto quanto para ser minha cerimonialista quanto para outros serviços (convites, lágrimas de alegria, lembrancinhas dos padrinhos  etc.). A parte das outras coisas foi OK e super a indico para isso. A parte de assessoria para o casamento, em certo ponto também foi pois ela respondia prontamente. Agora, no dia C, muita coisa deu errado e acabei me decepcionando.

Para começar, ela se desentendeu com o fotógrafo pois o mesmo queria que ficássemos tirando fotos e ela que curtíssemos a festa; entendo o ponto de vista de ambos, mas quando eu e Berg optamos por fotografar, ela se irritou e disse que não iria mais ajudar, subindo sem seguida para o camarim. Mais tarde, quando cheguei em casa e fui olhar o Facebook, ela publicou na timeline dela que não indicaria meu fotógrafo para ninguém. Também super entendo que ela pode – e deve – ter opiniões, mas será que ela não pensou em nenhum momento que eu poderia ler aquilo e ficar muito triste? No mais, também ouvi de outras pessoas que ela trocou xingamentos com o fotógrafo. Acho assim: se não tem paciência de trabalhar com o público, não trabalhe. Trabalho e já trabalhei com gente infinitamente mais difícil de lidar, já precisei engolir muitos sapos, e nem por isso deixei de tentar me esforçar para fazer o melhor. Porque gente complicada a gente vai encontrar em qualquer profissão.

Outra coisa: ela nos passou informações completamente erradas sobre os trâmites do casamento civil, e eu atrasei completamente nossa vida neste sentido por ter acreditado.

  • Robe do dia da noiva

Sim, ele chegou direitinho. Comprei em abril e chegou em julho e não, não foi em um site internacional – veio de Minas Gerais -, e isso porque eu  tive que mandar uns 50 e-mails perguntando quando iriam enviar. Não recomendo a Cássia Viegas porque o stress não vale a pena.

  • Lista na Camicado

Além de vários amigos relatarem dificuldades com o site, o SAC deles é muito lento e vários dos presentes comprados não estavam disponíveis e tiveram que ser convertidos em créditos. No mais, havia uma entrega agendada que foi descumprida sem qualquer aviso prévio. Fui até a loja do shopping Nova América solicitar os créditos e não serei injusta: a funcionária que me atendeu, Angela, foi extremamente atenciosa e prestativa. Gosto muito da loja em si, mas a loja virtual precisa melhorar muuuuito.

  • Alguns convidados

Sério, tem gente que eu não convido nunca mais. Houve gente para qual eu sequer consegui entregar o convite, pois visualizou a mensagem do Facebook em que eu pedia pra marcar a entrega, e nunca respondeu. Haviam outras pessoas que eu considerava próximas e que não só não foram ao casamento, como não deram nenhuma justificativa para a ausência – o que me passa pra mim, grosseiramente falando, que estavam cagando e andando para o fato. Não dá nem pra tentar ser educado com pessoas assim.

Posso reiterar o que sempre falaram pra mim: primeiro porque passa muito, muito rápido, e segundo que sempre há coisas que não saem como planejamos. Certamente eu faria tudo novamente, porém ficaria um pouco mais atenta a algumas coisas.

Nossa linda mesa de bolo

Nossa linda mesa de bolo

 

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Pelo direito de não gostar

No ano passado, um crítico inglês detonou o disco do Michel Teló e foi chamado de preconceituoso. Este ano eu fui chamada de preconceituosa por ter expressado claramente não gostava de uma banda cujo vocalista faleceu recentemente. Esses e muitos casos me fazem pensar: será que eu não tenho o direito de simplesmente não gostar de alguma coisa?

Eu já comi banana. De todos os jeitos: ao natural, split, com chocolate, na forma de bananada. Não consigo gostar, não suporto o cheiro, não dá. Costumo dizer que minha relação com essa fruta é um pós-conceito porque sim, já experimentei, já tentei gostar e vi que não dava.

Às vezes você nem precisa ter um contato tão direito com uma coisa (como comê-la) para dizer que não gosta. Ouvir a música de uma banda no rádio e constatar que o som não faz seu estilo. Ver uma peça de roupa que entrou em moda e, mesmo sem ter vestido, já sacar que aquilo não é pra você. O que precisamente me chateia é ser taxada de preconceituosa pelo simples fato de ter expressado uma naogostoopinião negativa.

Eu queria realmente que a galerinha do “falo que gosto de tudo, afinal não sou preconceituoso” me falasse qual a convenção social que estabelece que você deve gostar de todas as coisas, dizer que aquele vocalista que não canta nada é bom porque tem música no rádio e na abertura da novela, que aquela calça que está todo mundo usando é legal porque está na moda, que determinado autor jamais escreve livros ruins porque, se você não o fizer, vai ganhar o estigma de preconceituoso.

Eu já pensei muito a respeito, não chego a nenhuma conclusão 100%, mas falo por mim: quando alguém critica algo de que gosto, vez ou outra penso que a pessoa não conhece a coisa em questão o suficiente, e por isso fala que não gosta. Em alguns casos acho que pode ser isso sim; em outros, realmente a pessoa já teve contato o bastante pra poder dizer que é uma merda. Eu até bem pouco tempo atrás não comia jiló, mas descobri um jeito certo de temperar e hoje se deixarem eu como todos os dias. E já vieram amigos me falar que tentaram temperar o jiló e nem assim gostaram; OK, entendo e não vou julgar nem chamar de preconceituoso.

calcalistrada

Pra mim, não dá.
Crédito da foto: Renner.

 

Pessoa que gosta de tudo não existe. Duvido muito dos que se auto intitulam ecléticos. E vejo com muitos bons olhos quem consegue expressar sua opinião autenticamente, seja ela exaltando ou depreciando.

TODO MUNDO JULGA. “Ah, mas ninguém tem o direito de julgar ninguém”. Mentira. Vou repetir: TODO MUNDO JULGA. Se você não tem opiniões, não emite juízos de valor sobre nada então você não é uma pessoa, é um boneco. Faz parte dessa nossa capacidade maravilhosa de pensar e sentir poder distinguir o bom do ruim, o certo do errado, o gostoso do desagradável.

E ninguém disse que você precisa guardar suas opiniões negativas pra você. Claro que há hora e ocasião para tudo, mas não vejo sentido algum em emitir um juízo de valor positivo para algo que você detesta pelo simples fato de que sempre vai ter alguém com um carimbo imaginário na mão pra gravar preconceituoso na sua testa. Normalmente a maioria dessas pessoas nem sabe direito o que é preconceito, que é você julgar negativamente algo que você não conhece – ou a pessoa já julga de antemão que você não se deu ao trabalho de conhecer e já está falando mal, ou seja, isso é por si um  preconceito!

Poder expressar a própria opinião, sobretudo quando é negativa, pode fazer com que você conquiste a inimizade/estranheza de alguns, mas posso falar pra vocês, é profundamente libertador; ao contrário do preconceito, que é algo que prende, limita. As pessoas que me têm adicionadas no Facebook sabem bem disso, pois eu sofro de uma espécie de sinceridade crônica.

Vale lembrar que não estou falando de preconceito étnico, sexual, religioso etc.; isso é assunto para outro post. Falo das coisas corriqueiras do dia a dia, certo?

Ninguém precisa andar por aí com o polegar apontado pra cima pra agradar a família, os amigos ou quem quer que seja. Poder falar um “não gosto disso” de vez em quando faz um bem danado. Não é ser preconceituoso, não é ser chato, não é ser rabugento; é ser você, é ser autêntico.

Quem quiser complementar – ou até discordar de mim, acho saudável! -, os comentários estão abertos.

 

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Porque eu não assisto o Big Brother Brasil

Depois de amanhã vai ao ar a 13ª edição do Big Brother Brasil. O assunto costuma dominar as redes sociais, sempre com aquela tradicional divisão dos que amam e os que odeiam. Sim, eu faço parte do time dos que odeiam o reality, mas venho aqui tentar desmistificar algumas coisas que a galerinha pró-BBB costuma falar e expôr minha opinião e razões pelas quais prefiro não assistir – e, acredito, muita gente vá concordar. Vamos lá:

1. Eu não assisto o programa por um motivo puro e simples: não gosto. Definitivamente não sou fã de reality show, salvo poucas exceções: Esquadrão da Moda, Troca de Família (ainda existe?), The Glee Project.

bbb

 

2. Sempre mais do mesmo. Sempre os mesmos clichês. Começa a galera toda entrando na casa animada e descontraída, querendo se conhecer, UUHUUUUULLLL, AÍ GALERAAAA. Festas descoladas. Meia dúzia de gente bêbada no final. Ai, eu não devia ter feito aquilo. Pegação. Pessoas de fora especulando se o casal vai durar/sobreviver após o programa (quase nunca acontece). Choradeiras pré-paredão AAAAAIII EU NÃO SEI ATÉ QUANDO VOU AGUENTAR NÃO SEI. Brigas, desentendimentos, você é uma falsa, uma falsa. Pagação de peitinho no banho, você viu? Fulaninha de bronzeia de fio dental na piscina, diz a manchete do Terra.

Prova do líder, será que é de resistência ou de sorte? Sorteios de carros a rodo. Pedro Bial fazendo aqueles discursos chatíssimos antes de cada eliminação – sendo que o da final beira o insuportável, a gente sente uma vontade muito grande de dar um tiro na própria cabeça. Aeeee, abraça a família, o que você tem a dizer, você esperava ganhar?

As mais belas posarão para a Playboy; as nem tão belas, para a Sexy.

3. Aquela terrível sensação de onipresença. Liga na Globo, mesmo fora do horário do programa, tem BBB. Tem as entrevistas na rua feitas pelo Vinicius Valverde (que só trabalha na época do programa ou é impressão minha?), tem BBB e ex-BBB no Video Show e no Faustão (argh). Resolve ir pro Multishow: BBB. Programa da Sônia Abrão: enfim…

Isso sem mencionar o Facebook e o Twitter. O jornal – particularmente os no estilo do Meia Hora. As conversas no metrô, no elevador, no trabalho. É, meu amigo, você não tem para onde correr!

4. Eu não muito sentido em assistir um programa em que é quase certo que a grande maioria dos participantes vá cair no ostracismo. Vamos lá, cite aí ao menos dez ex-participantes. Assim de cabeça eu consigo lembrar da Grazi Massafera e do Jean Willys, que virou deputado.

5. “Mas você se acha mais culta só porque não vê BBB, né?”. De uma vez por todas: NÃO! Definitivamente não ou o tipo de pessoa que passa todas as horas vagas lendo Proust ou assistindo documentário do History Channel. Não frequento a Livraria da Travessa e não escuto música clássica. Assisto muita coisa na TV que – pelo menos teoricamente – não me acrescenta nada culturalmente: novelas (adorei Avenida Brasil), videoclipes, seriados, Hermes & Renato, O Melhor do Brasil. Li Crepúsculo e gostei (podem me crucificar, não me importo). Sou leitora assídua do Kibeloco e do Não Salvo. Tenho um lado que às vezes anseia por coisas de qualidade, é claro, e sempre que posso procuro ler bons livros e ver bons filmes, mas enfim; eventualmente consumo tanta podreira quanto quem assiste BBB, mas quem não? Não dá pra ser sério o tempo todo, como não dá pra ser retardado sempre. Acho legal ter um equilíbrio.

macaco

6. Se pudesse escolher entre o bem e o mal, ser ou não seeeeeeeeeeeeer.

Se o amigo leitor sente uma forte vontade de destruir a TV a machadadas quando ouve esta comovente canção, dá cá um abraço.

pr

Para saber mais: Big Brother Brasil, a gladiatura pós-moderna

 

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